Youtuber questiona SBT por usar nome de seu canal

23/12/2016

O criador de um canal de humor no YouTube questionou a emissora do SBT, após o programa da Eliana inaugurar um novo quadro. Apesar de antes de estrear no programa, o SBT ter registrado a marca “Tem Graça ou Não”, coisa que o YouTuber não havia feito, mesmo tendo um canal no YouTube com esse nome desde 2011, a emissora resolveu voltar atrás e rebatizar o quadro como “Disputa do Riso”.

O YouTuber Eder Nascimento afirma que ficou surpresa quando descobriu que o SBT havia lançado o quadro com o nome do seu canal, já que um ano após o seu canal ser lançado ele participou de um quadro do programa da Eliana chamado “Famosos da Internet”, que exibiu alguns dos seus vídeos.

Além do mesmo nome do seu canal, o quadro lançado no mês de novembro pela Eliana usa também a mesma música que Eder coloca como tema de seus quadros.

O YouTube entrou em contato com o SBT questionando o ocorrido e pediu, como forma de reparação, que ganhasse uma participação fixa no programa da Eliana, mas segundo ele, o SBT não concordou e ofereceu apenas uma homenagem.

SBT afirma que foi uma infeliz coincidência

Sobre a acusação de plágio, o SBT afirmou que tudo não passou de uma infeliz coincidência com a marca “Tem Graça ou Não?”. “Apesar do SBT ter feito o depósito do título do quadro junto ao INPI, e portanto ter direito sobre a marca, a expressão ‘Tem Graça ou Não?’ não será mais usada pelo programa Eliana”, afirmou a emissora.

Mesmo com a mudança no nome do quadro, Nascimento se sentiu prejudicado com o ocorrido e lançou a tag #NaoTemGraçaSBT, conseguindo parar nos assuntos mais comentados do Twitter no Brasil, após publicar um relato do ocorrido nas redes sociais e o mesmo viralizar.

No caso do Eder Nascimento, ele acabou tendo sorte da emissora ter mudado o nome do quadro, mas mesmo assim ele não tem como registrar o nome, já que o SBT registrou antes e teria que brigar na justiça para conseguir isso. O caso serve como exemplo sobre a importância de realizar o registro junto ao INPI para ter direito sobre a marca.

Fonte: Blog do Maurício Stycer e Na Telinha